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O Diretório Acadêmico de Farmácia Carl Scheele da Universidade Federal de Pernambuco, que tem por sigla oficial DAFARCS UFPE, foi fundado em 1955, sendo um dos diretórios acadêmicos mais antigos do curso de farmácia no país.

O Diretório Acadêmico de Farmácia Carl Scheel tem a função de congregar os estudantes dentro do curso de farmácia em torno de várias pautas e bandeiras, dentre as quais podemos citar: lutar pelas direitos dos estudantes, como assistência estudantil, estrutura da universidade; representar os estudantes frente a chefias, direções de centro, espaços políticos; fomentar o desenvolvimento de uma formação crítica, humana e reflexiva. 

 

O curso de Farmácia da UFPE é uma graduação pública na modalidade Bacharelado, com foco amplo em saúde, fármacos, medicamentos e assistência farmacêutica e com ênfase integrada em análises clínicas, toxicológicas, cosméticos e alimentos. A formação ofertada pela instituição capacita para atuação em diferentes níveis do sistema de saúde, com base em princípios éticos e científicos e preparação para prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, além de pesquisa e desenvolvimento de serviços e produtos na área farmacêutica. Para saber mais sobre o curso de Farmácia na UFPE, acesse aqui.

QUEM FOI CARL SCHEELE?

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Carl Wilhelm Scheele (1742–1786) foi um químico sueco-alemão e um dos maiores experimentadores do século XVIII. Trabalhando principalmente como farmacêutico, realizou descobertas fundamentais para a química moderna, incluindo a identificação de vários elementos e substâncias, como oxigênio (independentemente de Priestley), cloro, manganês, bário, molibdênio, além de ácidos importantes como o ácido cítrico, láctico e úrico. Destacou-se pelo rigor experimental e pela capacidade de isolar compostos a partir de minerais e materiais naturais, sendo uma figura central no desenvolvimento da química analítica e da química inorgânica, apesar de ter recebido reconhecimento limitado em vida.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

HISTÓRICO

Desde sua origem, o DAFARCS assumiu a função clássica de representação discente, articulando as demandas dos estudantes junto ao curso, ao Centro de Ciências da Saúde e à administração universitária, ao mesmo tempo em que se consolidou como espaço de formação política, acadêmica e cidadã.

Ao longo de sua trajetória, o DAFARCS extrapolou o papel burocrático de representação estudantil, assumindo protagonismo na promoção de atividades acadêmicas, científicas, culturais e de extensão. A organização de simpósios, semanas acadêmicas e eventos científicos integrados ao curso tornou-se uma marca recorrente de suas gestões, contribuindo para a formação complementar dos estudantes e para a aproximação entre graduação, pesquisa e prática profissional.

 

Paralelamente, o Diretório construiu uma identidade fortemente vinculada à extensão universitária e à saúde pública, com destaque para campanhas educativas voltadas à população, especialmente aquelas relacionadas ao uso racional de medicamentos. A realização de ações comunitárias e eventos de conscientização, muitas vezes em parceria com o Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE) e outras instituições, evidencia a preocupação histórica do DAFARCS em aproximar o curso de Farmácia da sociedade e reforçar o papel social do farmacêutico. 

Além dessa atuação em articulações regionais e nacionais, o DAFARCS consolidou-se como um polo aglutinador e propositivo nas questões específicas da política estudantil farmacêutica. Seus integrantes não apenas participavam de encontros, mas frequentemente assumiam papéis centrais na organização, coordenação e deliberação desses fóruns. Eram vozes ativas na definição das pautas dos congressos e semanas acadêmicas, garantindo que temas fundamentais -como o currículo dos cursos de Farmácia, a regulamentação da profissão e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS)- estivessem sempre em destaque.

 

Essa presença ativa se traduzia em uma intervenção qualificada nos debates sobre o perfil do farmacêutico que o país necessitava. O Diretório liderava discussões que iam além do cunho acadêmico, conectando a formação profissional com os desafios sociais e sanitários do Brasil. Campanhas pela assistência farmacêutica universal, pela ampliação do papel do farmacêutico na atenção básica e pelo fortalecimento dos conselhos de classe eram bandeiras frequentemente levantadas e elaboradas coletivamente a partir de diversos Diretórios e Centros Acadêmicos, incluindo o DAFARCS.

 

Internamente, o Diretório funcionava como uma escola prática de liderança e organização política. Através das chapas eleitas, comissões temáticas e assembleias frequentes, os estudantes eram incentivados a refletir sobre a dimensão política de sua futura profissão. Essa formação permitia que egressos do DAFARCS saíssem não apenas como bons profissionais tecnicamente, mas como cidadãos críticos e atuantes. Muitos desses ex-dirigentes estudantis seguiram carreiras marcadas pelo engajamento, ocupando posições de destaque em entidades classistas como os Conselhos Federal e Regionais de Farmácia (CFF/CRFs), no campo da pesquisa e docência universitária, e em gestões públicas municipais, estaduais e federais ligadas à saúde.

O DAFARCS não se limitou a ser um participante nos espaços do movimento estudantil; foi, em muitas ocasiões, um vetor de aprofundamento político desses espaços no que diz respeito à Farmácia. Seu legado é a demonstração de como a organização estudantil crítica e combativa pode ser um fator decisivo na moldagem de uma profissão mais consciente, ética e comprometida com os interesses da sociedade.

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Embora grande parte de sua memória institucional mais antiga permaneça dispersa em atas físicas, documentos não digitalizados e relatos orais, o DAFARCS mantém, nas últimas décadas, presença contínua e ativa, adaptando-se às transformações do curso, da universidade e do próprio perfil do estudante. As redes sociais e registros recentes evidenciam a continuidade de sua atuação, reforçando sua relevância contemporânea.​​​​​​​

DIRETORIA

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O DAFARCS estrutura-se por meio de diversas coordenações, cada uma responsável por áreas específicas de atuação. Essa organização permite que as atividades do Diretório sejam planejadas de maneira estratégica, assegurando a execução eficaz das propostas da chapa.

 

A diretoria é composta pelos seguintes cargos:

  • Presidência;

  • Vice-Presidência;

  • Secretaria;

  • Tesouraria;

  • Comunicação (COMUC);

  • Coordenação de Esporte, Lazer e Atividade Cultural (CELAC);

  • Coordenação de Ensino (CODEN);

  • Coordenação de Pesquisa e Extensão (COPEX);

  • Coordenação de Política Estudantil (COPEL).

 

As chapas eleitas têm mandato de um ano, sendo responsáveis pela gestão do Diretório durante os períodos correspondentes ao ano vigente. Você pode acessar nosso estatuto clicando no botão abaixo:

CONSELHO

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Em 2025, durante o mandato da chapa Virtus et Curae à frente do DAFARCS - UFPE, nasceu uma das iniciativas mais importantes para fortalecer a governança e a participação estudantil no departamento: o Conselho.

O principal objetivo da criação do Conselho foi instituir um mecanismo robusto de fiscalização e acompanhamento sobre a atuação de todos os membros do DAFARCS, garantindo que as responsabilidades fossem cumpridas de maneira ativa, transparente e verdadeiramente representativa dos interesses do corpo discente.

 

O Conselho foi estruturado de forma ampla e inclusiva para refletir a diversidade do curso: ele é composto pela presidência do DAFARCS, por um representante de cada coordenação (secretaria, tesouraria, COMUC, COPEL, CELAC, COPEX e CODEN) e por todos os representantes e vice-representantes de turma do período vigente. Qualquer um desses membros pode convocar o Conselho quando necessário. Uma regra cuidadosa foi estabelecida para evitar duplicidade de representação: caso algum integrante das coordenações do DAFARCS também seja representante ou vice de turma, ele exerce seu voto exclusivamente na condição de representante da turma, assegurando assim que todas as turmas tenham voz plena e distinta no colegiado.

 

Um dos dispositivos mais marcantes introduzidos pelo Conselho é o processo de exoneração de membros do DAFARCS. Para que um integrante seja afastado do cargo, é indispensável a aprovação por 2/3 dos votos do Conselho. Alcançada essa maioria qualificada, a exoneração é efetivada, e o membro perde o direito ao certificado de atuação no Diretório - medida que reforça o compromisso com a seriedade e a responsabilidade na gestão estudantil.

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